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Gestoras e entidades defendem os fundos estruturados nas carteiras dos RPPS

06-07-2017 - 10:18:15

 

Uma proposta da Subsecretaria da Previdência, de reduzir o espaço dos fundos estruturados nas carteiras de investimento dos RPPS, está movimentando a indústria de fundos. O projeto foi apresentado no Congresso da Abipem, realizado de 27 a 29 de junho na cidade de Maceió, e propõe entre outras coisas zerar o percentual que os RPPS podem investir em Fundos de Participações (FIPs). Além disso, propõe limitar os investimentos em Fundos de Direitos Creditórios apenas aos FIDCs fechados, eliminando os investimentos em FIDCs abertos. Atualmente, os RPPS podem investir até 5% das suas reservas em FIDCs fechados e até 15% para FIDCs abertos, com a soma dos dois não podendo superar 15%. Pela proposta, seria eliminado o percentual relativos aos FIDCs abertos, sobrando apenas 5% para os FIDCs fechados.

A proposta foi lida por representantes da Subsecretaria da Previdência aos dirigentes da Abipem, Aneprem, e demais entidades regionais e executivos de institutos presentes ao Congresso de Maceió. O projeto completo só foi enviado nesta semana às entidades que têm até o dia 14 de julho para se manifestar sobre ela, sugerindo eventuais alterações. Para o presidente da Aneprem, Herickson Rangel, o projeto penaliza as entidades de RPPS, que ficam com menos espaço para investir nessas classes de ativos. “Se há problemas com alguns fundos a solução é fiscalizar mais, talvez fiscalizar especificamente esses fundos, e não simplesmente acabar com os limites”, disse.

Segundo a assessoria de imprensa da subsecretaria da Previdência, o coordenador-geral do órgão, Alex Albert, informou que “o assunto está sendo discutido, ainda não há nada fechado, estamos chamando as entidades para se manifestarem e sugerirem mudanças”. Albert está substituindo o subsecretário Narlon Gutierrez, que está em evento fora de Brasília.

Gestoras - Ontem, em São Paulo, cerca de 30 gestoras independentes que operam essas classes de fundos se reuniram para elaborar uma posição comum a ser encaminhada ao governo contra a limitação. Disseram ser contra a medida, sugerindo também que se fiscalize mais, se necessário, ao invés de simplesmente zerar investimentos nos FIPs e FIDCs abertos. Hoje, também em São Paulo, está marcada uma outra reunião das entidades representativas dos RPPS na sede do BTG Pactual para ver como se opor às medidas da Subsecretaria da Previdência.

As gestoras independentes, inclusive, cogitam de criar uma entidade própria para representar os interesses das assets que operam fundos estruturados, como FIPs e FIDCs. O assunto está na mesa e, segundo fontes dessas assets independentes, está ganhando corpo.


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