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RPPS de pelo menos oito municípios investiram nos fundos de corretora investigada pela PF

06-07-2017 - 16:40:57

 

O chefe da delegacia de combate à corrupção e crimes financeiros da Polícia Federal de São Paulo, Victor Hugo Rodrigues Alves, declarou em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 6 de julho, que regimes próprios de previdência de pelo menos oito municípios aplicaram nos fundos de investimento oferecidos pela corretora que foi alvo da operação Papel Fantasma, deflagrada nesta manhã. Rodrigues Alves não informou o nome da corretora pois, segundo ele, os ilícitos ainda estão em fase de investigação. Ele também não forneceu informações sobre os institutos e municípios envolvidos, adiantando apenas que estão distribuídos por mais de um estado brasileiro.

O delegado Rodrigues Alves explicou que, de acordo com as investigações que foram iniciadas em janeiro, a corretora atuava com os chamados "títulos podres". Segundo ele, "a corretora se apresentava como administradora aos regimes próprios de previdência social e oferecia serviços de gestão. Ela investia os recursos dos RPPS em fundos que continham debêntures de empresas fantasmas que pertenciam aos mesmos sócios da corretora”. O delegado exemplifica dizendo que uma das empresas fantasmas é do setor de tecnologia e emitiu debêntures no valor de R$ 30 milhões. “São empresas dos mesmos sócios da corretora, o endereço da empresa e da corretora são os mesmos. Além disso a empresa emissora das debêntures não tinha funcionamento regular, nem funcionários ou website”, salienta. Ainda de acordo com Rodrigues Alves, “os donos da corretora tinham domínio completo dessa e das outras empresas cujos papéis foram comprados pelos RPPS”. Segundo ele, as debêntures fraudulentas estão distribuídas por seis fundos de investimento.

A operação Papel Fantasma cumpriu nesta manhã nove mandados de busca e apreensão expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Segundo o delegado, os mandados foram cumpridos dentro da própria corretora, onde também estão sendo apreendidos documentos e mídias. Ainda de acordo com o delegado, não há confirmação do envolvimento de prefeitos e dirigentes dos RPPS nas fraudes. Nenhum bem foi bloqueado até o momento.


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